domingo, 25 de setembro de 2011

O desafio de aceitar as pessoas e situações do jeito que elas são...

Estou num exercício muito profundo e difícil comigo:  aceitar as pessoas e coisas do jeito que elas são! E é um desafio mesmo, pois estava acostumada a dar minha opinião e achar que era o certo e que as pessoas tinham que segui-la, pobre de mim, é um desgaste muito grande...
A ficha só começou a cair quando nasceu meu filho, pois a gravidez inteira pensava: ele vai nascer de pelo menos 38 semanas, de parto normal, com ótimo peso, todo mundo virá nos ver, vamos embora para casa dois dias depois e fim, tudo lindo maravilhoso. O que aconteceu: nasceu de 35 semanas, pois tive pré-eclampsia, de cesárea, ficou uma semana na UTI Neo Natal e ninguém, com exceção do meu marido e eu, podia vê-lo. O pior momento: ter que sair do hospital com as mãos abanando, pois ele precisa ficar ainda...Muitíssimo frustrante, mas foi um divisor de águas, pois nesse momento parece que um mundo novo se abriu para mim, o que adiantava planejar e achar que controla algo incontrolável? Pura perda de tempo, então passei a prestar atenção nessas situações e descobri algo mais interessante ainda, essas situações de achar que se controla tudo, com logo em seguida a frustração, geravam a ansiedade em mim. Hummmm Bingo!! Achei e agora? E agora é que para me desacostumar de ser a "dona da verdade" está sendo um pouco difícil, pois ao agir no automático (por instrumentos) acaba ainda saindo essa, que se frustra no decorrer do caminho, portanto é um trabalho a se fazer. Já consegui em algumas situações pontuar corretamente: isso não depende de mim, o que aconteceu não era bem como esperava mas foi justo, as coisas que tiverem que acontecer simplesmente vai acontecer...essas pequenas aceitações deram uma sensação de liberdade tremenda!! Só de ter se tornado consciente já é metade do caminho andado, agora é prestar bastante atenção, para que o meu eu automático seja uma pessoa que simplesmente aceitas as pessoas e coisas do jeito que elas são, é tão mais fácil, é tão mais gostoso, é tão menos frustrante. Estou no caminho!!

Um comentário:

  1. Moziii...

    Estava lendo seu blog... Notei que você fez o primeiro post no dia em que o mais improvável dos ataques fazia dez anos de sua ocorrência. 11 de setembro de 2011. O mais inesperado e impensado ato acabava de se materializar aos olhos do mundo. Dois dias depois, você publicou o “post pesado”, falando da morte... As “coisas que passam pela minha cabeça” e agora, o desafio de aceitar...

    Temos mesmo essa impressão de que somos “donos” de alguma coisa ou que “controlamos” acontecimentos; como se fôssemos diretores de um filme e tudo acontecesse à partir de nosso comando. Mas como controlar tudo (como se olhássemos de fora os acontecimentos) se em nosso espetáculo de viver somos ao mesmo tempo atores principais, coadjuvantes, plateia, técnicos, iluminadores, maquiadores, copeiros e faxineiros desta cena cujo roteiro, também estamos escrevendo...

    Esse seu post que comento traz uma ideia interessante... E se deixássemos de lado a ideia que pensamos ter de que somos os tais “diretores controladores” de tudo e passássemos somente a atuar, como os grandes atores fazem... Eles colaboram e opinam em todo o espetáculo, mas na hora de atuar, estão focados somente nisso. Não pensam em ficar controlando tudo, pois sabem que nem tudo é controlável e que o imprevisto não é controlado nem mesmo pelo tal diretor a que me referi...

    E se em nosso espetáculo, considerássemos que o impensado pode acontecer e, como os grandes atores, não nos deixássemos abalar por isso – simplesmente nos utilizássemos de nosso próprio talento para incorporarmos o fato inesperado ao espetáculo! Afinal, a plateia de um espetáculo espera ver um grande ator fazendo uso de seu talento para dar vida ao espetáculo... Vida... E se o espetáculo fosse nossa própria vida?

    Se abrirmos mão do papel de diretor e passássemos a apresentar à plateia que nos cerca o melhor de nosso talento? Claro que num espetáculo tem um roteiro. Claro que na vida, temos um direcionamento. Mas porque a ideia de controlar tudo e pensar que quando algo sai do planejado, o espetáculo acabou??? Não acabou... E se seguíssemos nesse espetáculo da vida contracenando com o improvável e fazendo dele mais um componente de apoio ao nosso talento de viver?

    A crítica sempre vai existir... Mas não é isso que importa. O que importa é a lembrança que ficará marcada na plateia que assiste ao espetáculo que apresentamos. E quando a cortina de nosso espetáculo de viver se fechar, que possamos sair de cena ao doce som dos aplausos daqueles que nos apoiaram com sua presença e que testemunharam a aplicação de nosso talento ao longo de todo o espetáculo – sem a falsa ilusão do controle absoluto; mas com a tranquilidade de viver o espetáculo com todos os percalços, descontroles, imprevisibilidades que foram incorporados ao nosso palco e não tiraram o brilho de nossa apresentação...

    "Viver, e não ter a vergonha de ser feliz..."

    Obrigado por compartilhar suas palavras, Mozi!

    Sucesso,

    Flávio (ou para os amigos da Honda, simplesmente "fravin"...)

    ResponderExcluir